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Departamentos e Unidades»Departamento Gestão e Financiamento Prest. Saúde»S. Classificação Doentes

“Um sistema de classificação é um método de atribuir objectos a um número finito de classes de acordo com um objectivo pré-definido. Um sistema de classificação de doentes é aquele em que os objectos que se pretendem agrupar são doentes, ou episódios de doença, e em que o objectivo é tornar compreensíveis as suas semelhanças e diferenças, e permitir que, os que pertençam à mesma classe, sejam tratados de modo semelhante” 
in Definição da produção hospitalar, Urbano, J., Bentes, M., Revista Portuguesa de Saúde Pública, vol8, nº1, de Janeiro/ Março 1990.

Embora cada doente seja único, na realidade existe um conjunto de características demográficas, clínicas e terapêuticas que são comuns a vários doentes e que determinam a intensidade de recursos consumidos na prestação de cuidados de saúde.

Através da classificação de doentes de acordo com um conjunto de dimensões (idade, sexo, diagnósticos, procedimentos, gravidade de diagnósticos, status funcional e cognitivo, independência na realização de actividades da vida diária, etc) que se tenham definido como determinantes no consumo de recursos (humanos, financeiros, terapêuticos, etc) é possível a criação de classes de doentes semelhantes, com análoga intensidade no consumo de recursos, possibilitando a agregação de doentes homogéneos. Quando estas classes de doentes dizem respeito à totalidade de doentes tratados numa determinada linha de produção de uma instituição de saúde, constituem-se como um sistema de classificação de doentes que possibilita caracterizar a produção de uma instituição, estabelecer e medir o tipo e complexidade dos doentes tratados nessa instituição (ie, o casemix de doentes assistidos) e proceder à comparação da actividade realizada em diferentes instituições. Aspectos que não seriam possíveis se se trabalhasse com base na especificidade de cada doente.

Na implementação de um sistema de classificação de doentes, torna-se necessário estabelecer um conjunto mínimo de dados (CMD) que permita avaliar e caracterizar os doentes. Este CMD terá de ser recolhido de forma sistemática e exaustiva passando necessariamente pela utilização de formulário próprio (seja em suporte de papel ou formato electrónico) que inclua não só variáveis administrativas e sócio demográficas mas também as nomenclaturas, sistemas de classificação de diagnósticos e de procedimentos, de severidade da doença, escalas de avaliação do desempenho de actividades da vida diária ou classificações de medicamentos, por exemplo, que se determinem como necessários e ajustados aos objectivos pretendidos.

Através da utilização de um sistema de informação adequado, a recolha deste CMD permite a constituição de uma base de dados que possibilite a aplicação de algoritmos para o agrupamento de doentes em classes homogéneas que caracterize a produção e casemix de uma instituição. Para tal, torna-se necessária a utilização de um agrupador, ie, de um sistema informático que contenha os algoritmos necessários ao agrupamento dos doentes nas classes respectivas.

Mediante a atribuição de um peso relativo a cada grupo de doentes que traduza o custo esperado no tratamento desses doentes, um sistema de classificação de doentes permite relacionar este casemix com os custos incorridos no tratamento dos doentes assistidos, podendo servir de base a um modelo de financiamento ajustado à complexidade dos doentes tratados.

Grupos de Diagnóstico Homogéneos

Classificação de Doentes de Medicina Física e de Reabilitação

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