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A prestação de cuidados de saúde tem sido tradicionalmente categorizada e analisada através da classificação em subsistemas ou sectores de prestação: Cuidados de Saúde Primários, Cuidados de Saúde Secundários e Cuidados de Saúde Terciários.

Cada um destes sectores pode ser considerado como um subsistema de todo o sistema de saúde. No entanto, e na generalidade, os limites entre estes sectores podem ser ambíguos ou indistintos. Os três sectores sobrepõem-se, esperando-se que o doente siga um percurso linear através deles. Não obstante, e em muitos casos, os três sectores são estanques e não comunicantes, podendo os cuidados ser prestados simultaneamente em diferentes sectores. No contexto global sistema de saúde existe um elevado grau de diferenciação e um baixo nível de integração da prestação de cuidados de saúde. Entenda-se por diferenciação, a capacidade para fornecer o número apropriado de serviços e programas através de um continuum de cuidados, e a integração (capacidade para juntar as peças do puzzle), de forma a maximizar o valor dos serviços fornecidos. Como a diferenciação é a essência e a fonte de toda a força do sistema, deve ser fortalecido o grau de integração.

Este modelo de governação integrada define-se como os sistemas, processos e comportamentos em que as instituições direccionam e controlam as suas funções de forma a alcançar os seus objectivos organizacionais, a segurança e qualidade da prestação, e em que se relacionam doentes e prestadores, a comunidade e os parceiros. Foi neste sentido, e com o intuito de aumentar a coordenação da prestação entre níveis de cuidados que, no âmbito do Serviço Nacional de Saúde, foram criadas as Unidades Locais de Saúde (ULS) de Matosinhos (1999), Norte Alentejano (2007), Guarda (2008), Baixo Alentejo (2008), Alto Minho (2008) e Castelo Branco (2010). Actualmente, as Unidades Locais de Saúde prestam cuidados a uma população superior a 930.000 habitantes.

É comummente aceite que o elevado nível de desempenho assistencial deste tipo de organizações é atingido através de um do fortalecimento do papel dos cuidados de saúde primários como gestores do doente, da aplicação de orientações terapêuticas de modelos de gestão da doença, do desenvolvimento de sistemas de informação clínica integrados, e dos instrumentos de contratação de serviços.

No âmbito das suas competências, a ACSS continua a aperfeiçoar as modalidades de pagamento e os modelos de contratualização e acompanhamento, e a iniciar estudos para a aplicação de modelos de avaliação do risco que, para além de outros objectivos, possam ser aplicados a modelos mistos de capitação ajustada pelo risco.
 

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